O Normal Depois da Pandemia…

Cotidiano

O globalismo é bem capaz de morrer.  O livre comércio, com fronteiras abertas, cadeias de suprimentos altamente interdependentes e imigração sem restrições não parecem mais tão boas.

Quando muitos bens e pessoas viajam pelo mundo, eles carregam e espalham doenças que, às vezes, são contidas com operações simples e rápidas.  Mas quando uma pandemia ocorre e eles precisam de remédios, respiradores e máscaras, descobrem que não os fazem em seu país e o país produtor repassa a quem pagar mais ou tem mais poder.

Esses produtos foram fabricados naquele país que os produziu pelo menor preço, mas isso não interessa muito se você estiver morrendo e não tiver acesso à eles.

As formas de comércio serão redesenhados.

Sairemos de redes frágeis para sistemas econômicos mais robustos e com vários caminhos da cadeia de fornecimento. Esses tipos de sistemas podem ser severamente desafiados e ainda funcionam sem prejudicar a economia. Isso significa que cada país fabricará mais coisas dentro de suas próprias fronteiras. Cada país se tornará mais autônomo e independente. Pelo menos se levar o passado a sério.

A China será vista como um problema. As últimas três grandes pandemias começaram na China. A situação demográfica, cultural e de saúde pública da China a torna um terreno fértil e um perigo para os países que comercializam e interagem fortemente com ele. Os países começarão a se distanciar da China.

Além disso, a China mostrou-se não muito confiável como fornecedor quando os vários países precisavam de suprimentos médicos.   Mas o mundo todo queria e a produção é sempre limitada, até para a China.

O trabalho em home office e aulas online se tornarão muito mais comuns. A pandemia forçou um experimento de larga escala e de longo prazo. Isso provará ser eficiente e menos oneroso do que a maneira antiga de fazer as coisas.

Grandes eventos com aglomeração de pessoas podem desaparecer. As pessoas demorarão um bom tempo para deixar de ver multidões como perigosas. Isso poderia levar os eventos esportivos apenas à televisão.

Teatros, cinemas e shows ao vivo serão lembranças. Até os restaurantes deverão ser redesenhados para operar com metade da capacidade.

A vida “normal” será um novo normal. Nada será como antes e tudo será melhor do que antes. Essa é a nossa grande capacidade de adaptação.

Este texto foi adaptado de vários autores.

 

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