Doris Day – Uma história ainda não contada

Doris Day, ou Doris Mary Ann von Kappelhof, faleceu nesta segunda-feira, dia 13 de maio de 2019, aos 97 anos.  Ela foi uma das maiores estrelas do cinema, casou quatro vezes e teve um filho, Terry Melcher, que morreu em 2004 após uma dura luta contra um melanoma.  Desde então, a alegre Doris passou a levar uma vida solitária, dedicando-se à sua fundação de proteção de animais, a Doris Day Pet Foundation.

Bom, não há mais o que falar dela que os jornais já não tenham publicado.   Exceto uma coisa um tanto sinistra, mas com uma boa dose de sorte:  Seu filho Terry, era um produtor musical de Los Angeles e trabalhava com vários grupos de sucesso, como os Beach Boys, além de ser indicado a vários prêmios Globo de Ouro.  Um dia, Dennis Wilson, do Beach Boys, o apresentou a um simpático jovem aspirante a cantor: Charles Manson.   Antes de ouvi-lo, Terry deu a entender que poderia gravar um disco com ele e até filmar um documentário da comunidade onde eles viviam no Spahn Ranch.   Acontece que Terry não viu nada demais no cantor e desistiu do projeto logo depois de vê-lo brigar com um dublê.

Manson ficou furioso.   Foi até a casa dele, na Cielo Drive, e foi informado por um caseiro que Terry havia se mudado dali com a namorada, a também atriz Candice Bergen.  Manson não acreditou e voltou poucos dias depois recebendo a mesma informação de outro funcionário.   Ainda incrédulo, ele chamou ‘Tex’ Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel, Leslie Van Houten e Linda Kassabian (que dirigiu o carro) para irem até aquela casa e matar todos os que encontrarem.  Acontece que, um mês antes e sem saber de nada, Terry alugou a casa para Roman Polanski.   Aí a história é mais do que conhecida: a mulher de Polanski, Sharon Tate, grávida de oito meses e outras quatro pessoas foram brutalmente assassinadas.

No dia seguinte, o casal Labianca foi também brutalmente assassinado já que, segundo Manson, no crime anterior seus seguidores não tinham sido cruéis o suficiente (!).  Nessa mesma noite, ele foi com a ainda assustada Linda Kassabian ao apartamento do ator libanês Saladin Nader para matá-lo.  Linda, sabendo o que iria acontecer em seguida, fingiu não saber exatamente onde era o apartamento e bateu em uma porta qualquer.  Ao ouvir dos moradores que Saladin não morava ali, Manson desistiu e foi embora. Isso salvou a vida do libanês.

A família Manson foi presa meses depois por uma questão fortuita:  Susan Atkins, a assassina de Sharon Tate, foi presa por um roubo estúpido e comentou o crime com suas colegas de cela.   A polícia foi avisada e não demoraram a elucidar os dois crimes.   Curiosamente e apesar das inscrições parecidas nas paredes feitas com sangue das vítimas como “pigs”, inicialmente a polícia não viu relação entre os crimes.

Terry deu sorte.  Muita sorte.

Só para finalizar, Manson imaginava que os crimes seriam atribuídos aos negros.   Com isso, ele supunha que haveria uma guerra étnica e os negros seriam dizimados, restando apenas os brancos “superiores”.

A história continua e é longa…

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