Esposas De Nazistas

Política

Elas apoiavam seus maridos ou eram contra os crimes que eles cometiam ?  Não é nada fácil falar sobre isso.

Pode não ser uma pergunta simples, mas é preciso ter uma resposta, especialmente porque trata das famílias dos nazistas mais influentes da Alemanha. A resposta óbvia para essa pergunta é que a maioria dessas esposas ou amenizava completamente o comportamento horrível de seus maridos ou simplesmente não enxergavam a realidade como ela é e apenas usufruíam. É mujito difícil, senão impossível, encontrar alguém que tenha sido contra o regime ou que não soubesse o que seus maridos faziam.

A maioria dessas mulheres acreditavam na absurda ideologia nazista. Elas compartilhavam o ódio e racismo que acabavam em assassinatos tenebrosos e imaginavam que essa seria a forma de trazer a Alemanha de volta à grandeza. E a maioria delas viveu mais de 80 anos, enquanto seus maridos eram julgados e executados nos anos pós-guerra !

Hedwig Höss, esposa de Rudolf Franz Ferdinand Höss

Algumas, se não todas, sabiam perfeitamente o que estava acontecendo. Levavam uma vida de luxo, roubando o que podiam das vítimas. Um exemplo disso era, Hedwig Höss, esposa de Rudolf Franz Ferdinand Höss que foi um oficial alemão da SS nazista e que serviu, por quase dois anos, como comandante do campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. Ela dizia que seu casamento era o de Auschwitz, pois morava perto do campo de extermínio. Sua forma de escravidão consistia no uso de prisioneiros como servos, e ela sempre se referia à sua vida familiar na prisão como um paraíso.   Para deixar o marido mais tranquilo para cometer as atrocidades, ela tornou tudo mais fácil, pois lhe dava o apoio emocional necessário, em nome de um lar “normal”. E, pasme: ela morreu com 81 anos, em 15 de setembro de 1989, em Washington, EUA !!!! Ela ainda viveu bastante, e nos Estados Unidos, porque os aliados estavam mais preocupados com os comandantes do que com suas esposas. Ela teve sorte, pois consideravam que ela era uma cúmplice doméstica, seja lá o que isso signifique.

Ao que tudo indica, essas mulheres eram cúmplices ativas do que o Holocausto poderia lhes proporcionar. No pós-guerra diziam que elas não sabiam de nada. Uma simples mentirinha para fugir de uma forte punição.   Muita gente, como historiadores, intelectuais, etc…, acham que elas eram apenas esposas comuns, mas existem vários registros que comprovam que esse apoio não era apenas o de esposa.  Muitas dessas mulheres, em entrevistas pós-guerra, negaram conhecimento dos crimes cometidos por seus maridos, sustentando a narrativa de que eram apenas donas de casa.

Emmy Göring:, esposa de Hermann Göring

Só que a mulher nazista era importante na visão de Hitler e deveria refletir bem seus ideais: pureza na raça e força física. Ela deveria se dedicar exclusivamente à maternidade e ao lar, conforme ditava o último Imperador da Alemanha e Rei da Prússia (de 1888 até sua abdicação em 1918), Guilherme II da Alemanha: Kinder, Küche, Kirche ou “crianças, cozinha, igreja”. Hermann Göring resumiu claramente o que se esperava das mulheres nazistas: “Pegue uma panela, uma pá de lixo, uma vassoura e case-se com um homem”.

A mulher ideal na Alemanha nazista tinha que ser uma boa esposa, uma mãe dedicada e habilidosa em todas as tarefas domésticas, como limpeza e culinária. As mulheres tinham direito limitado a qualquer tipo de treinamento; esse treinamento geralmente girava em torno de tarefas domésticas.

Algumas delas eram consideradas (ou se consideravam) “primeiras-damas” do Terceiro Reich, atuando ativamente ou como cúmplices do nazismo e sua ideologia. Eis aqui algumas:

Magda Goebbels: Esposa de Joseph Goebbels (Ministro da Propaganda). Era considerada (mesmo) a “primeira-dama” do Terceiro Reich, grande devota a Hitler e, ao final da guerra, envenenou seus filhos e se matou junto com o nobre marido.

Emmy Göring: Esposa de Hermann Göring, que era o comandante da Luftwaffe e segundo nazista mais poderoso. Ela se considerava a “Primeira-Dama do Terceiro Reich”, apesar de não ser. Era atriz e cantora, participou de algumas montagens e vivia luxuosamente roubando os judeus. Morreu aos 80 anos de idade, em 1973, em Munique.

Margaret Himmler

Lina Heydrich: Esposa de Reinhard Heydrich que era o chefe da Gestapo e um dos principais nomes da “solução final”. Ela se descrevia como uma nazista convicta e defendeu o regime mesmo após a guerra. Ela era a chefe do Escritório Central de Segurança do Reich e morreu com 74 anos, em 14 de agosto de 1985.

Margaret Himmler: Esposa de Heinrich Himmler que era o chefe da SS, figurão do partido Nazista e um dos grandes nomes da “Noite das Facas Longas”. Ela era tão antissemita como seu marido.   Sabiamente, se distanciou dele no final da guerra e, em 19 de março de 1951, ela foi classificada como simpatizante nazista. Morreu em 1967, aos 73 anos.

Gerda Bormann: Esposa de Martin Bormann que era o secretário particular de Hitler. Era grande defensora do nazismo e fortalecia o papel das mulheres no casamento para aumentar a população ariana. Era uma mulher afável e comprometida com o regime. Apoiava o marido em todos os aspectos e queria ser vista como uma esposa exemplar. Ela até sugeriu que ele escolhesse uma amante e militava a favor da “Questão Judaica”. Morreu de câncer em Merano (Itália) em 1946.

Ilse Hess: Esposa de Rudolf Hess que era o vice-líder do partido. Ela foi uma das primeiras mulheres no partido nazista e apoiava as questões raciais. Era uma nazista dedicada e permaneceu fiel a Hitler e às suas ideias estúpidas. Também apoiou a Stille Hilfe (uma organização de ajuda para presos, condenados e fugitivos nazis) após a guerra. Morreu aos 95 anos, em 7 de setembro de 1995, em Lilienthal, Alemanha

Gertrud Scholtz-Klink

Gertrud Scholtz-Klink: Ela foi uma ativista filiada ao Partido Nazista e Líder da Liga das Mulheres Nazistas. O regime a considerava como a “Mulher Nazista Perfeita”. Morreu com 97 anos, em 24 de março de 1999, em Bebenhausen, Tubinga, Alemanha

Leni Riefenstahl, cineasta alemã

 

Leni Riefenstahl: Ela foi uma cineasta alemã que promoveu o nazismo através de vários filmes como “O Triunfo da Vontade”, mostrando os valores nazistas. São, em geral, filmes de propaganda que ela fazia para o nazismo. Morreu com 101 anos, em 8 de setembro de 2003, em Pöcking, Alemanha.

 

 

 

Texto de Renzo Grosso

 

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