O Maior Sniper de Todos Os Tempos

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O finlandês Simo “Simuna” Häyhä , nasceu em 1905 e era chamado de “A Morte Branca

Em 1939, o Exército Vermelho, sob o comando de Josef Stalin, tomou a decisão de invadir a Finlândia de modo a adquirir mais território que, entre outras coisas, seria importante na eventual necessidade de defesa de Leningrado (atual São Petersburgo).

Simo foi convocado pra ajudar a defender a Finlândia dos invasores. O atirador trabalhava sozinho, por trás das linhas inimigas e carregava consigo algumas rações, vários carregadores de munição, além do seu antiquado, porém confiável, rifle Mosin-Nagant M28/30, uma variante finlandesa do rifle soviético.

Simo Häyhä não era apenas um excelente atirador, mas também, muito, muito esperto. Ele preferia usar miras comuns ao invés das telescópicas, pois com esta última o atirador deve erguer um pouco a cabeça pra disparar, além de haver o risco da lente refletir a luz do sol. Além disso, outra tática inteligente usada por Simo era colocar neve na boca, para que sua respiração não soltasse fumaças de ar quente e revelasse sua posição.

O atirador também reforçava sua posição com neve compactada, de modo a melhorar sua camuflagem. Não era um feito fácil: os invernos naquela região são insanamente frios (como Hitler descobriria mais tarde). Mas Simo Häyhä se manteve firme na sua missão. Trabalhando em temperaturas que iam até -40ºC e usando uma camuflagem totalmente branca, Häyhä é creditado por mais de 700 mortes confirmadas de soldados soviéticos, sendo 542 com o rifle Mosin-Nagant, e aproximadamente, 200 mais com a submetralhadora Suomi M-31. Alguns pesquisiadores sugerem que os números podem inclusive serem maiores.

Só que os russos perceberam que havia um exército de um homem só eliminando uma porção de soldados soviéticos. Decidiram, então, tomar as devidas providências. Foram executados vários planos para se livrar de Simo, incluindo contra-ataques com franco atiradores e assaltos com artilharia, até que no dia 6 de março de 1940, Häyhä foi atingido por um tiro na boca. Com o impacto, o projétil girou e atravessou-lhe o crânio. Ele foi resgatado pelos seus companheiros, que disseram que “faltava metade de sua bochecha”. O atirador ficou inconsciente até dia 13 de março, um dia após a assinatura do tratado de paz que pôs fim ao conflito.

Pouco depois, Häyhä foi promovido de cabo a primeiro-tenente. Nenhum outro soldado jamais conseguiu uma escalada de posto tão rápida na história militar da Finlândia.

Häyhä levou vários anos para se recuperar do ferimento. A munição, provavelmente explosiva, deixou marcas permanentes no rosto do atirador mas, apesar de tudo, ele não teve nenhuma seqüela a longo prazo, tornando-se inclusive caçador de alce e criador de cachorros.

Em 1998, ao ser perguntado sobre como conseguiu se tornar um atirador tão bom, ele respondeu, “prática”. Questionado se tinha remorsos por ter matado tantas pessoas, ele disse, “fiz o que me mandaram fazer, da melhor forma possível”.

Simo Häyhä passou seus últimos anos em uma pequena vila chamada Ruokolahti, localizada no sudeste da Finlândia, próxima à fronteira com a Rússia. Ele ainda é considerado o atirador com maior número de mortes confirmadas da história.

Ele morreu em 2002.

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