O Caixão De John Kennedy

Política

São muitos os mistérios envolvendo a morte de John F. Kennedy. Acusaram Lee Oswald de o ter matado, mas a perícia técnica jamais foi conclusiva sobre isso. Lee Oswald foi preso num cinema próximo e assassinado por um nacionalista (será ?) chamado Jack Ruby, após de prestar depoimento e negar repetidamente ter atirado no presidente ou no policial J.D. Tippit. Porque JFK foi morto ? Porque Oswald foi morto ? A tal mulher loira, a anônima chamada de Lady Babushka, que filmou todo o assassinato e que aparece em várias imagens, jamais foi identificada ou encontrada. Investigações posteriores indicam que havia mais de um atirador e que Oswald foi apenas o “bode expiatório”. E ainda tem a “bala mágica” (veja a Nota 2, logo abaixo) que atingiu o governador do Texas, John Connally. Mas as coisas não pararam aí.

Lady Babushka, que pode ter filmado ou fotografado tudo e ninguém sabe quem é.

Você sabia que o caixão original de John F. Kennedy foi lançado ao mar por um avião?
Pois é ! Em 1966, um C-130 lançou o caixão de bronze original de JFK da costa de Delaware para o fundo do mar, a 2.743 metros de profundidade.

Após o assassinato de JFK, Robert Kennedy ficou preocupado com a possibilidade do caixão se tornar um item de colecionador e pediu que fosse lançado ao mar e afundado. A substituição do caixão se deve a dois motivos: o original foi danificado ao ser embarcado no avião e a equipe médica envolveu o corpo do presidente em lençóis, mas o sangue e outros fluidos já estavam presentes no forro.

Velório de JFK

Aí vem a questão mais bizarra: como o governo pagou pelo esquife, família e governo começaram a discutir a propriedade dele. Os Arquivos Nacionais, sugerem que Robert Kennedy sempre achou que os Kennedy eram os legítimos proprietários. Ninguém contestou essa presunção e fizeram planos para se desfazer dele, como já disse antes, para que ninguém tenha a ideia de torná-lo um objeto de coleção. Alguém sugeriu perfurar o caixão e enchê-lo com areia e, para que ele não se quebrasse ao atingir o fundo do oceano, haveria ainda um caixão de madeira reforçado com cintas metálicas e também esse caixão foi perfurado. O C-130 ainda ficou por ali até que o caixão desaparecesse sob as águas e o local foi devidamente registrado.

De acordo com alguns historiadores, havia ainda um outro caixão de alumínio contendo o corpo de JFK que chegou ao Hospital Naval de Bethesda em 22 de novembro de 1963. Diz-se que o corpo do presidente havia sido colocado num saco e não estava envolto em lençóis.

Lee Oswald (ao centro) sendo assassinado por Jack Ruby (à direita) e apenas obsservado pelos agentes que deveriam protegê-lo

Pouco depois da chegada do caixão de alumínio, um técnico local assistiu a chegada de Jackie Kennedy num carro funerário transportando um caixão de bronze. Dois caixões ??? Jackie Kennedy acreditava que o corpo de JFK estava nesse de bronze, mas ao que tudo indica, houve uma troca. Além disso, a autópsia afirma que alguém havia operado o ferimento na cabeça de JFK, mas os médicos do Parkland (Parkland Memorial Hospital, que primeiro atendeu ao presidente) negaram isso.

O que aconteceu com esse caixão presidencial é um mistério, já que nem mesmo Robert Kennedy sabia da existência dele na época. Enfim, o corpo do presidente foi enterrado no Cemitério de Arlington em um caixão de madeira.

Túmulo de John Kennedy, em Arlington

Para saber mais sobre isso, existem milhares de livros e teorias conspiratórias. Entre os livros está o “Inside the Assassination Records Review Board”, de Douglas P. Horne, que foi membro da equipe do Conselho de Revisão de Registros de Assassinatos.

Conclusão ? Nenhuma. A morte de JFK é um mistério que pouquíssima gente deve conhecer. E, passados mais de 60 anos, talvez ninguém mais esteja vivo ou lúcido para dizer alguma coisa.

Texto de Renzo Grosso, com informações da época e algumas poucas partes com auxílio de IA.

Nota 1:
O caixão do suposto assassino de JFK, Lee Harvey Oswald, foi a leilão em dezembro de 2010 e vendido por US$ 87.468. Isso gerou uma longa batalha judicial com a família e a empresa funerária. Segundo o irmão de Lee Oswald, Robert Oswald, o corpo foi exumado em 1981 (após 18 anos) para que fosse comprovada a identidade dele. Mas o caixão foi leiloado sem a sua autorização e, em 2015, a Justiça americana determinou que o caixão pertencia a Robert Oswald.

Nota 2:
A “bala mágica” – Ela foi assim chamada porque, segundo as absurdas conclusões da equipe que investigou o assassinato (a comissão Warren), a bala (CE 390) teria entrado pelas costas de JFK, saído pela sua garganta, para depois atingir o peito, a costela, o pulso direito e a coxa esquerda de Connally. Ela foi encontrada numa maca do hospital e quase intacta. Essa bobagem foi usada para explicar todos os ferimentos com o número de tiros que Oswald conseguia dar com seu rifle. Eles afirmaram até o fim que Oswald era o único atirador, mas alguns investigadores e análises posteriores indicavam que deveria haver outro (ou outros).

Nota 3: A Controvérsia dos caixões (leia se tiver paciência, porque é complicado):
O corpo de John F. Kennedy no Hospital Naval de Bethesda é um dos assuntos mais debatidos da história americana. A simples menção ao plural (caixões) se baseia em depoimentos de funcionários do necrotério e investigadores.

18h04 – Desembarque em Washington:
O avião presidencial Air Force One pousa na Base Aérea de Andrews.
O caixão de bronze cerimonial trazido de Dallas é descarregado sob os olhos do público.
O caixão de bronze é colocado em uma ambulância cinza da Marinha. A viúva, Jacqueline Kennedy, e o irmão do presidente, Robert Kennedy, entram no veículo para acompanhá-lo até o Hospital de Bethesda.

As Chegadas em Bethesda e a controvérsia dos caixões:

18h35 – A primeira chegada (Caixão de Metal Militar): De acordo com os depoimentos de técnicos e funcionários do necrotério de Bethesda (como Dennis David e Paul O’Connor), um carro funerário preto ou veículo militar descaracterizado chegou discretamente pelos fundos do hospital. Dele, foi descarregado um caixão simples de alumínio ou metal cinza (estilo contêiner de transporte militar). O corpo dentro dele estava envolto em um saco plástico com zíper (ao contrário dos lençóis em que foi envolto em Dallas).

18h55 – Radiografias iniciais: Técnicos de raio-X relataram ter tirado as primeiras radiografias do corpo do presidente, antes mesmo da chegada da comitiva oficial.

19h10 a 19h17 – A segunda chegada (O Caixão de Bronze Oficial): A ambulância oficial cinza da Marinha, que transportava Jacqueline Kennedy e a comitiva presidencial, chega à entrada principal do Hospital Naval de Bethesda. O caixão de bronze de Dallas é retirado do veículo e levado para o hospital. De acordo com os registros de agentes do FBI (James Sibert e Francis O’Neill) que seguiam a comitiva, eles ajudaram a mover este caixão para o necrotério por volta deste horário. [

20h00 – Entrada Oficial da Equipe de Honra: A equipe militar oficial de carregadores de caixão (Joint Service Casket Team) é finalmente instruída a entrar no necrotério para mover o caixão de bronze, encontrando o ambiente já preparado e os médicos legistas a postos.

20h15: A autópsia oficial do presidente JFK, liderada pelos comandantes James Humes e J. Thornton Boswell, é formalmente iniciada.

04h00 (de 23 de novembro): A autópsia e os procedimentos de embalsamamento são concluídos. O corpo de JFK é colocado em um novo caixão definitivo de mogno africano. O caixão original de bronze de Dallas (que acabou danificado durante o transporte) ficou retido pelo governo e, anos mais tarde em 1966, foi destruído e afundado no Oceano Atlântico para evitar que se tornasse uma relíquia.

04h30: A ambulância deixa o Hospital de Bethesda com o corpo e retorna à Casa Branca, onde o caixão repousa na Sala Leste (East Room).

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